Eu firo e eu saro

Li recentemente uma entrevista com o ator canadense Michael Fox, que há quase vinte anos, quando tinha 30, foi diagnosticado com o mal de Parkinson. Com raro otimismo e espírito de luta, criou uma grande fundação para pesquisas contra essa doença demolidora. Ao lhe perguntarem como ele se mantinha tão otimista, contou um caso interessante. Visitando o México, alguns anos atrás, um guia lhe mostrou uma árvore de cujo tronco escorria um líquido vermelho, alertando que ninguém o tocasse, pois poderia causar queimaduras. Logo à frente, mostrou outra árvore, só que desta vez saindo um líquido preto, que, a propósito, curava queimaduras! E Fox conclui: “Assim é a vida. Para tudo o que queima, há algo que cura”.
Bonita lição de vida, sem dúvida. Aprender a ver benefícios nos malefícios, lições nos erros, alegria na tristeza, é um segredo de vida. Mas um segredo bem pequenino, modesto, pobre, se comparado ao princípio maior que existe por trás. E conforme esse princípio, não é a vida em si que providencia o remédio que alivia a queima. Aliás, antes disso, tampouco é a vida que faz surgir os males que nos fazem sofrer. Essa combinação de sofrimento e alívio existe por providência e iniciativa de um Ser Pessoal, o Deus Criador. Veja o que Ele diz de Si mesmo:
Vede, agora, que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão. (Dt 32.39)
Naturalmente aqui não é o local apropriado para entrarmos em detalhadas explicações sobre os motivos pelos quais Deus permite que seja assim. O fato é que o crente em Jesus Cristo sabe que o pecado é o grande responsável pela entrada dos males no mundo. E que todo pecado exige punição de um Deus Santo. É necessário ser assim, até o retorno de Cristo. Por outro lado, o crente encontra grande conforto em saber que o mesmo Deus que tem de ferir, Ele próprio providencia a cura dos Seus filhos, por quem nutre intenso amor e carinho. E no conviver diário com esse cuidado divino, o discípulo de Cristo se aproxima cada vez mais do Pai celeste, cada vez mais deseja chegar de uma vez por todas ao Seu lado, onde será enxuta toda lágrima.
Admiro a coragem e disposição de Michael Fox, mas fico penalizado quando ele mesmo diz que não segue religião alguma, apenas crê numa “força positiva” superior a ele, sem mesmo se referir à palavra “Deus”. Esperar que “a vida” lhe proporcione alívio depois da dor, certamente lhe dará um pouco de conforto enquanto avança na idade e no tormento do terrível Parkinson. Mas um dia terá de enfrentar a realidade de que a vida está acabando. E se alguém tiver de lhe dar alívio para a grande e final dor da morte eterna, terá de ser Alguém maior do que a própria vida e maior do que a morte. Ah, se Ele cresse que esse Alguém é o Senhor Jesus Cristo, que prometeu dar alívio de alma, aos cansados e sobrecarregados que fossem até Ele.
Que alegria fazer parte desse abençoado grupo, alcançado pela graça da fé!
02/12/2009
Palavras-chave:
Atributos divinos,
Filhos de Deus,
Graça,
Pecado,
Proteção divina,
Saúde,
Doença,
Céu,
Fé,
Conhecimento de Deus,
Morte eterna
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