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Uma compaixão provada

Mauro Clark


Os milagres de Jesus eram sempre compaixão em ação. Ele via, se compadecia e partia para uma providência. Hoje veremos um caso diferente, em que Ele se compadeceu, sim, mas não lemos sobre alguma atitude imediata para promover alívio.

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se deles, porque estavam aflitos e exaustos como ovelhas que não têm pastor”. (Mt 9.35-36). 

Surge naturalmente a pergunta: por que Ele não agiu? É que agora não se tratava de compaixão por doença, ou fome, ou por qualquer outra necessidade material. Mas pelo estado espiritual daquela pobre gente. 

Quando o evangelista diz “aflitos e exaustos” não significa “fisicamente cansados”, mas ele mesmo explica: “como ovelhas que não têm pastor”. As pessoas estavam confusas, desnorteadas, sem rumo. Almas aflitas e exaustas, por causa de seus pecados, separadas de Deus, perdidas. Esse foi o motivo exato da compaixão dEle. 

Jesus sabia que eles precisavam não de um líder político, nem de um professor de doutrinas, mas de alguém que pudesse salvá-los do inferno. Só que essa era uma tarefa inacessível a qualquer mortal, pois todos nascem com o pecado dentro e são, portanto, iguais entre si.

Jesus era exceção como um ser humano que nunca pecou. Além disso, tinha uma natureza divina. Ele, e somente Ele, poderia assumir a posição de Pastor das almas perdidas.

Mas, para isso, teria que morrer para pagar pelos pecados dos que iria salvar. Que prova de fogo para a sua compaixão!

Uma compaixão quando é genuína, “empurra” a pessoa a fazer algo pelo outro. Pois bem, se aquela compaixão que Jesus sentiu pelas pessoas perdidas foi realmente sincera, certamente iria levá-lo a agir, fazendo o que fosse necessário para livrá-las do inferno. 

E então, Jesus realmente agiu? Sim, claro que sim. Graças a Deus! “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. (Jo 10.11) 

Pendurado naquela cruz, sofrendo os horrores de uma crucificação, Ele estava na realidade agindo em favor de todos nós, perdidos. Estava demonstrando a profundidade da compaixão que sentia pelas nossas pobres almas cansadas e aflitas. Estava assumindo a posição de Pastor. Estava mostrando que era um bom Pastor, dando ali a vida pelas suas ovelhas.

Nas outras vezes, para mostrar compaixão, Ele fazia milagres, exercendo muito poder. Agora era o contrário. Abriu mão do uso de Seu poder, deixando fazer com Ele o que bem entenderam, até mesmo matá-lo.

Antes, certamente Lhe era agradável mostrar compaixão curando pessoas e saciando a fome de muitos. Agora, era-Lhe infinitamente doloroso mostrar a Sua compaixão, pois para isso teve que entregar a própria vida. Mas é aí onde reside precisamente o valor infinito da sua compaixão. Uma compaixão cuja genuinidade exigia que Ele bebesse um amargo cálice. E Ele bebeu até à última gota! 

Você tem usufruído de tanta compaixão?



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