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PREGAÇÕES

Ap 3a - Ap 1.4-5 - Que Deus!


Mauro Clark - 28/01/2018
61 minutos




Apocalipse 1.4-5

Ap 3ª. – Que Deus! - Ap 1.4-5

Ap 1.4-5


Aqui começa a revelação propriamente dita. Quer dizer, começa e não começa!


v.4-5a

João se identifica de novo e rapidamente começa a fazer o que lhe foi mandado: dirigir mensagens individuais a cada uma das sete igrejas da Ásia (hoje Turquia).

Falaremos de cada uma quando chegarmos nas cartas.

Começa com a saudação usual da época, desejando graça e paz.

Não “graça e paz” como qualquer um imagina, como qualquer um interpreta.


Mas “graça e paz” da parte de Deus, como muitas epístolas começam.

Ou seja, graça da maneira como Deus ensina que é graça. E paz conforme Deus considera paz.

Devemos nos acostumar a entender os termos conforme Deus ensina, na Bíblia.


Só que em vez de simplesmente dizer “da parte de Deus”, ou “da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo”, parece que João começa a citar cada Pessoa da Trindade.

E tem tanto a dizer, e se entusiasma tanto, que deixa as igreja de lado até o v. 9, quando começa tudo de novo: “Eu, João, etc.


Começa então o grande “desvio” do tema, citando de duas maneiras interessantes cada uma das Pessoas da Trindade:

a. Enfatiza a individualidade de cada Pessoa divina dizendo para cada uma delas “da parte de” três vezes.

b. Em vez de apenas dizer Pai, Filho e Espírito Santo, descreve cada um de modo peculiar:


... da parte daquele que é, que era e que há de vir

Na realidade, essa descrição caberia a qualquer Pessoa da Trindade ou ao Deus triuno.

Mas como a segunda talvez se refira ao Espírito Santo e a terceira obviamente a Jesus, tudo indica que João quis se referir a Deus Pai.


... que é, que era...

Lembro o nome pessoal de Deus, Jeová: Eu Sou o que Sou, ou apenas, Eu Sou.

Essas duas características falam obviamente de eternidade: existe hoje, mas nunca teve início de existência. Apenas o Deus triuno preenche essa condição.

A próxima expressão que se espera é “... e que sempre será”: existe, sempre existiu e sempre existirá. E obviamente isso é verdade para cada Pessoa da Trindade.

Mas João diz:

... e que há de vir

Mesmo que a ideia de retorno nos faça pensar logo em Cristo, é fundamental pensarmos também no Pai vindo com Cristo, se não pessoalmente, no sentido de deixar o trono dEle no céu, mas em Cristo, intensamente concentrado nas coisas acontecendo aqui.

O reino de Cristo, no qual reinará por mil anos na terra, é também reino de Deus:


* Os profetas falaram no reino de Deus: Dn 2.44: o Deus do céu suscitará um reino...

* Jesus incluiu na oração Pai nosso: ... venha o teu reino – Mt 6.10

* O próprio Apocalipse:

... o reino do mundo se tornou do Senhor (Deus Pai) e do seu Cristo: Ap 11.15

...  reino o nosso Deus, o Senhor, o Todo Poderoso: Ap 19.6


Então, quando pensarmos na 2ª. vinda de Cristo, pensemos também no Pai vindo com Ele, em termos de atuação no mundo, de realização plena dos planos dEle para a terra e a humanidade.


- Se Ele há de vir, quer dizer que não está aqui hoje?

Não é bem assim. Antes de tudo, Ele é onipresente!

Mas a presença dEle aqui faz parte de um plano para a humanidade, que inclui a atuação de Satanás, que recebeu de Deus um poder provisório.

A presença de Deus aqui é discreta, pouco perceptível, comparado com o que será: visível, óbvia, fulgurante, cheia de glória.


Insisto: nunca tire o Pai da sua mente quando pensar em Cristo voltando!


Continuando:

... da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono

Primeiro exemplo da linguagem simbólica pesada que veremos em Apocalipse.

Das muitas interpretações diferentes, as duas mais comuns são:

A expressão se refere ao Espírito Santo e a outra, se refere a sete seres espirituais.

Inclino-me para a primeira, porque o objeto da descrição é colocado lado a lado com o Pai e o Filho, inclusive com a expressão “da parte de”.

Quanto ao plural, talvez represente a diversidade da atuação do Espírito Santo.

E sete porque é o número da perfeição, adequado para uma Pessoa divina.


Característica do Espírito Santo anotada aqui:

... que se acham diante do seu trono

“Seu trono”, de quem? Do Pai.

Interessante: O Pai tem um trono, o Filho tem um trono, ao lado do Pai, mas não há referência a um trono do Espírito Santo (embora não signifique que não tenha).

Sugestão: a Bíblia parece associar ao Espírito Santo a ideia de movimento, de atuação:

* na Criação: Gn 1.1

* Na humanidade: Gn 6.3; Jo 16.8

* No crente:

- Jesus fala em enviar o Espírito Santo para habitar no salvo. Jo 14.23-26; 15.26

- Paulo diz que Deus enviou o Espírito de Cristo para o nosso coração. Gl 4.6

- Pedro fala dos que pregaram o Evangelho pelo Espírito Santo enviado do céu: 1Pe 1.12

Quando pensar no Espírito Santo em relação a você, pense em atuação em você. 


... da parte de Jesus Cristo..

É a Pessoa da Trindade referida por João de maneira mais pessoal e direta.

Três características:

1. ... a Fiel Testemunha

Só tem sentido uma pessoa ser testemunha se for de alguma coisa e diante de alguém.

Então: Jesus Cristo é testemunha DE QUE e DIANTE DE QUEM?

De que: de tudo o que Deus é e faz. Várias vezes no ministério terreno Ele falou disso.

Diante de quem? Dos homens, da raça dEle.


Quer saber mais de Deus? Ouça o testemunho que Cristo sobre Ele nos Evangelhos.


2. ... o primogênito dos mortos

primogênito: gr. primeiro gerado. Ele é chamado o primogênito de Maria (Lc 2.7)

Mas aqui se refere à ressurreição dEle.

Conforme os eruditos, ideia aqui é de prioridade, importância e de soberania.

É importante também o fato de que Ele é o primeiro ser humano que voltou a ter vida para nunca mais morrer. Os outros que foram ressuscitados, morreram depois.

3. ... o Soberano dos reis da terra

Primeira vez que fala em reino de Cristo ou em Cristo como Rei. Ainda falará muito mais.

Descrição totalmente diferente do que Ele foi na primeira vinda: Servo sofredor.

Alguns acham que essa soberania é a que é exercida hoje no sentido de que Cristo tem poder sobre os reis hoje. E nada mais.

Mas não cremos assim. Há um sentido literal aguardando: Ele será pessoalmente Rei na terra, entre os reis e mandatários.

O reino de Cristo ainda será muitas vezes referido ao longo de Apocalipse.


Neste ponto, pela 1ª. vez João faz o que fará várias vezes ao longo do livro: interrompe para um hino de louvor, doxologia.

O louvor aqui é breve, mas profundo, na forma de um desejo.


Procure adquirir o costume de arrancar do coração louvores assim, no meio de uma oração, de um pensamento, de uma leitura.


Que Deus nos abençoe. Amém



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