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PREGAÇÕES

Ap 31a - Lugar preparado - Ap 11.19 - 12.6


Mauro Clark - 30/09/2018
65 minutos




Apocalipse 11.19 - 12.6

Lugar preparado

Ap 11.19 – 12.6


Além das doxologias, a 1ª. coisa que ocorre após o toque da 7ª. trombeta é espetacular:

v.19

Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário...


Interessante como elementos do AT vão, um a um, sendo introduzidos no relato de João.

Até aqui: santuário, mar de vidro, Leão da Tribo de Judá, Cordeiro, livros, tabernáculo, incenso, harpas.

E agora chegou a vez da famosíssima Arca da Aliança.


É como se cada detalhe (valores e coisas) que Deus havia dado a Israel, na promessa a Abraão, na Lei dada a Moisés, nas profecias, etc, ainda estivesse valendo para Deus.

Tudo estava, num certo sentido, presente no céu, ali na própria presença dEle!

É difícil concordar com os que afirmam que Israel já passou e foi substituído pela Igreja.

E o que refere a Israel depois que rejeitaram Cristo, é símbolo de alguma coisa espiritual.

Estão perdendo motivos de muita empolgação e mesmo emoção na vida cristã, tendo Israel bem ao lado começando a passar por tudo o que faltava ser cumprido nas promessas do VT e do NT.


Voltando:

Certamente essa Arca celestial serviu de modelo para a Arca feita por Moisés, no deserto.

Arca: peça fundamental na composição do tabernáculo no deserto (1450 aC).

Caixa de madeira de acácia 1,20m x 70cm x 70cm. (Ex 25.10-ss), toda coberta de ouro. Tampa em cima (propiciatório), com dois anjos em cima, olhando para dentro da arca.

Colocada no Santo dos Santos. Símbolo da presença de Deus: Deus falaria com o povo de cima da Arca. (Ex 25.22)

Continha: Testemunho (2 tábuas de pedras com os 10 mandamentos, Dt 10.3-5) + vara de Arão que floresceu + maná (Ex 16.34; Hb 9.2-5 ).


Chegando em Israel (1400 aC), a Arca ficou com o Tabernáculo (em Siló e Betel).

Quando foram guerrear contra os filisteus, levaram a Arca como talismã. (1050 aC)

Depois permitiu que a Arca fosse levada cativa pelos filisteus.

Depois de doenças e desgraças entre ele, mandaram para Israel de volta (7 meses).

Chegou em Quiriate-Jearim, onde ficou 20 anos na casa de Eleazar.

Davi foi buscar mas houve incidente e ficou mais 3 meses na casa de Obede-Edom.

Depois Davi levou definitivamente para Jerusalém, onde parece que ficou numa tenda modesta (o tabernáculo não foi mais mencionado após o sequestro da Arca, deve ter caído em desuso e se deteriorado).

Davi sentiu-se constrangido em morar confortavelmente e a Arca numa simples tenda.

Teve vontade de construir um templo para colocar a Arca, mas Deus não deixou.

Depois, seu filho Salomão construiu o Templo e colocou a Arca lá (900 aC).


Última referência à arca: 2Cr 35.1-6 (620 aC): o rei Josias manda trazê-la para o templo. Não se sabe quando e porque havia sido retirada: talvez pelo próprio Josias, nas suas reformas, ou algumas décadas antes por reis iníquos como Manassés e Acaz.

Depois disso, não se sabe o que aconteceu.

Alguns acham que foi levada para a Babilônia, por Nabucodonosor (590 aC) e lá foi destruída ou roubada.

Outros acham que está escondida em algum lugar (talvez mesmo em Jerusalém), aguardando o momento de Deus determinar sua colocação no templo que será construído na época da Tribulação, que o Anticristo profanará e logo depois será destruído.

No Milênio, outro templo será construído (Ez 40-48).

Não sabemos a resposta. E é bom lembrar que os últimos dois templos (Esdras e o de Herodes) não tinham mais a Arca da Aliança.

Seja como for, a Arca da Aliança tem sido o objeto mais procurado do mundo por arqueólogos caçadores de tesouros.

Inúmeras expedições foram feitas a vários lugares para localizá-la. Em vão.

Típico da raça humana: se concentram, gastam dinheiro, tempo e energia em coisas com o charme de serem “bíblicas”, mas deixam de lado o que é essencial.

Aliás, até os muçulmanos tem o que dizer sobre a Arca: acham que o messias deles (Mahdi) levará a Arca do Mar da Galileia para Jerusalém.


Na terra, sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.

A 7ª. trombeta deve ser o conjunto das taças a serem derramadas na terra, a partir do cap. 15 – análogo às próprias 7 trombetas, que eram, em conjunto, o 7º. selo aberto.

Seja como for, as taças não seguem logo, mas muita coisa irá acontecer: 3 capítulos.


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Começa agora uma parte importantíssima do livro: entrada em cena do povo de Israel, do diabo, do anticristo e do falso profeta.

Certamente os três iníquos (em maior ou menor grau) já estavam em ação desde o início da Tribulação e antes disso.

Mas até aqui as revelações feitas a João haviam se concentrado nos julgamentos de Deus sobre o mundo (selos, trombetas, ais), além de outras coisas - como reuniões de adoração no céu, doxologias, selo dos 144.000 judeus, etc.

Agora muito do conteúdo focará na ação do diabo e do anticristo na terra, com todo o sofrimento e perseguição e sofrimento que causarão a Israel e aos crentes gentios.

Nos cap. 17-18 entrará em cena outro personagem extremamente misterioso, mas crucial na revelação, Babilônia.


Cap 12.1-9

Neste trecho vemos 4 personagens: dois identificados por nome e dois indiretamente:

1. Dragão grande, vermelho, com 7 cabeças, dez chifres e sete diademas: antiga serpente, diabo, Satanás, sedutor de todo o mundo.

2. O arcanjo Miguel (e seus anjos)

3. Filho varão que nasceu, que regerá todas as nações com cetro de ferro, foi alvo de tentativa de morte antes da cruz, mas foi arrebatado para o trono de Deus.

Obviamente Jesus Cristo.

4. Mulher vestida de sol, grávida, que deu à luz um filho e fugiu para o deserto.


v.1-2

João vê um sinal no céu (entre vários outros que verá e chamará de sinal).

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz

Alguns acham que a mulher (obviamente não literal) simboliza a igreja. Outros pensam em todos os crentes. Mas a melhor opção parece ser Israel, como um povo.

 

Vestida do sol, com a lua debaixo dos pés: não explica. (Lembra sonho de José, Gn 37, em que o sol era o pai dele, Jacó, e a lua era a mãe).

Coroa de doze estrelas na cabeça: talvez doze tribos de Israel.


Embora o sinal é visto no céu, a cena do parto é na terra.

Época óbvia: gravidez de Maria e o nascimento de Cristo.

Tormentos para dar à luz: talvez dificuldades de Israel antes de Cristo vir – pecados e punições de Deus, perseguições de inimigos, ministério sofrido dos profetas, etc.


v.3: Outro sinal no céu:

Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas.

Conforme o v.9, sem dúvida é Satanás.

Vermelho: Sugestões: sangue por ele derramado, fogo para onde irá no final.

Sete cabeças: sete reinos antigos. Dez chifres: reinos simultâneos aos do Anticristo.

Diademas: poder.

O anticristo também será referido exatamente com 7 cabeças e 10 chifres, indicando grande dependência e semelhança com o próprio Satanás.

Veremos mais detalhes desses reinos no cap. 13.


v.4: A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, que lançou para a terra

Talvez se refira à revolta inicial de Satanás contra Deus (Is 14; Ez 28), quando outros anjos (estrelas do céu) também se rebelaram. Mais detalhes no v.7-9.


... e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.

Ao longo da história houve várias tentativas do diabo de aniquilar a linhagem do “descendente da mulher” de Gn 3.15), Jesus de Nazaré.

Aqui deve se referir ao exemplo máximo, descarado, quando Satanás, através de Herodes, tentou matar o recém-nascido Jesus, antes que crescesse e morresse na cruz.


v.5

Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono.

Reger todas as nações com cetro de ferro: Sl 2.9; Ap 19.15: Cristo.

Período: do nascimento de Cristo até a ressurreição (morte implícita) e retorno ao céu.

Ou seja: fracassou o plano de Satanás de devorar o filho quando nascesse, visando matá-lo antes de atingir a maturidade e morrer na cruz.


Satanás é um fracassado desde que se revoltou contra Deus.

Sim, teve no passado, tem hoje e ainda terá algumas vitórias. Mas todas provisórias, fugazes e juntas, um retumbante fracasso em não atingir o grande objetivo de evitar que Cristo salvasse os eleitos, reinasse, etc.


v.6

A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.


1.260 dias = 3,5 anos: deve se referir à segunda metade da Tribulação.

Ou seja, entre o v.5 e 6 há um pulo que já vai em 2000 anos: do retorno de Cristo ao céu até a época da Tribulação.
Essa fuga de Israel combina bem com a perseguição que o Anticristo fará a Israel na segunda metade da Tribulação e que obrigará Israel a fugir para o deserto/montanhas.

Veremos com detalhes quando chegarmos no trecho v.13-16.


... onde lhe havia Deus preparado lugar...

Lembra de Alguém nos preparando lugar? Jo 14.1-3

E esse cuidado prévio de Deus com os seus não inclui apenas o céu, mas o nosso dia a dia na terra.

E Ele não fica criando soluções para nós apenas à medida que elas chegam.

Ele sabe tudo antes. E prepara.

Elias passou três vezes por essa doce experiência: 1 Rs 17.2-4; 8-9; 1 Rs 19:3–6

Na realidade, todo crente é alvo desse carinho. Talvez não note, o que é uma pena.

Especialize-se em notar esses “preparos personalizados” de Deus em sua vida!


Todo o restante do cap. 12 se concentra em Satanás, sua pessoa, caráter, atividades, etc, conforme veremos.


Que Deus nos abençoe. Amém



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