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PREGAÇÕES

Natal: Coral Celestial


Mauro Clark - 23/12/2018
58 minutos




Lucas 2.8-15

Natal: Coral celestial

Lc 2.8-15


Quero enfatizar algo que está no v.13: o CORO CELESTIAL.


Imagine ler no jornal: “Orquestra Filarmônica de Berlim vem fazer apresentação única em Fortaleza”.

Provavelmente duas coisas viriam à sua mente:

O local: Concha Acústica, ou Teatro José de Alencar, ou no Hotel Marinas.

O público: o mais refinado possível, a fina flor da sociedade, autoridades, pessoas importantes, homens com ternos bem cortados, mulheres de longo, tudo selecionado pelo preço, que certamente seria elevado.


E a orquestra veio. Só que seguiu para uma praia distante e quando um grupo de 15 pescadores desembarcaram das jangadas a Orquestra tocou só para eles, ali na areia mesmo. Depois foi para o aeroporto e voltaram para a Europa.


Primeiro pensamento: Que desperdício!

Se isso seria desperdício, imagine um coro de anjos cantando para um grupinho de pobres pastores, de noite, nos campos aos arredores de Jerusalém.


Ler trecho de MARIA – A BEM AVENTURADA:

“Era alta noite quando o casal e a criança recebem uma visita inesperada… e nada silenciosa! Um grupo de pastores irrompe estrebaria a dentro. Extremamente agitados, atropelavam-se uns aos outros nas palavras, cada um tentando contar o que tinham acabado de ver.

Não era para menos, tamanha euforia. Em pleno campo, onde pastoreavam ovelhas, um anjo surgiu do nada, com a glória de Deus iluminando a escuridão da noite. Uma parte do céu ficou claro como o dia, brilhante como a luz do sol, deixando-os ofuscados, mas não a ponto de perderem a majestosa cena. Ficaram apavorados. O anjo os acalmou, dizendo que trazia boas novas de grande alegria, pois naquele mesmo dia, ali pertinho, na cidade de Davi (conhecida como Belém), havia nascido o Salvador. Esse Salvador era exatamente o Messias prometido a Israel, chamado também de Cristo. As palavras Messias (em hebráico) e Cristo (em grego), significam a mesma coisa: ungido, ou escolhido.

Apesar das altíssimas qualificações e funções, muitos poderiam pensar que o Messias seria um ser humano como outro qualquer, criatura feita para obedecer e prestar adoração a Deus. Mas, com uma simples e poderosa palavra, o anjo descarta essa possibilidade. O Messias era também o Senhor. Sim. Senhor na mais larga abrangência do termo, significando domínio total, soberania absoluta, divindade. Ficasse bem claro para os humildes e atarantados pastores, e tratassem eles de transmitir a todos quantos pudessem: o menino récem nascido era, ele próprio, Deus.

Nenhuma explicação adicional foi fornecida. E não adiantaria mesmo. Isso era mistério. E mistério não se explica, apenas se afirma, quando Deus manda. Foi o que o anjo fez.

Como garantia do que estava dizendo, o anjo deu-lhes um sinal. Caso quisessem verificar, encontrariam uma criança enfaixada, deitada numa manjedoura. Esse bebê era precisamente o Salvador de que estava falando.

Mas a grandiosidade da fantástica cena ainda não havia atingido o seu zênite. Como se não bastasse a sublimidade da visão e o impacto da experiência, eis que, subitamente, surge ao lado do anjo não um, nem dez, nem cem, mas uma multidão dos exércitos celestiais. Juntos, como uma só voz, louvavam a Deus, com palavras que se tornaram das mais conhecidas da humanidade: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”.

Provavelmente nenhum ser humano, até aquele dia, havia sido presenteado com tamanho privilégio: assistir, ao vivo, um gigantesco coral de anjos! Mesmo a mais sofisticada orquestra sinfônica do mundo, apresentando-se no mais luxuoso teatro da terra, pareceria uma paupérrima e grotesca apresentação, se comparada à qualidade artística e à beleza estética desse coro celestial. Na platéia, em vez de centenas de engravatados e refinados ouvintes, um punhado de humildes pastores de ovelhas. No palco, não cenários pintados e artificiais, ao fundo; mas o próprio céu.

Não sabemos por quanto tempo durou o maior espetáculo musical da história da humanidade. Pelo conteúdo que nos foi revelado - apenas uma só frase -, deve ter durado somente alguns minutos. E os anjos voltaram para o céu.”


Voltando à questão do desperdício, teria sido mesmo desperdício a Orquestra Filarmônica de Berlim vir da Alemanha só para tocar para duas dezenas de rudes pescadores?

Depende do objetivo do dirigente da orquestra.

Se um milionário tivesse dado uma grande oferta, com exigência de virem tocar aqui, exatamente daquela forma, não teria havido desperdício algum.


Assim, quando Deus mandou o Seu estupendo coral vir cantar para os humildes e poucos pastores, é porque Ele queria exatamente daquele modo. E cumpriu o objetivo dEle.

Em vez de pensar “que coisa estranha” ou “que desperdício”, é melhor: 

“É curioso Deus ter desejado exatamente assim. O que eu posso aprender com isso?”


Quatro sugestões:

1. Deus não olha para roupa, conta bancária, instrução cultural – mas para o interior. 
Deus queria alcançar o coração daqueles homens e sabia de antemão que eles iriam correr para ver o recém-nascido.

Será que pessoas cultas, importantes, ricas, poderosas, teriam tido essa mesma reação quase infantil, de sair correndo para ver o que queriam? Provavelmente não.
Aliás, amigo, como é a disposição do seu coração para as coisas que Deus diz acerca do Filho dEle?  Saiba que Deus está muito interessado nisso.

2. Deus não está muito preocupado com quantidade. Ele poderia facilmente ter mandado o Coral do céu ter cantado em Jerusalém, logo ali pertinho, para uma multidão reunida. Mas não quis!
Irmãos: nossa geração é muito ligada a números. Quantidade é sinônimo de sucesso.
Mas as coisas de Deus não funcionam assim. 
Se, mesmo trabalhando duro para Cristo, temos número pequeno de pessoas, comparada com a população de Fortaleza, não importa. Deus gosta disso – como também gosta de igrejas grandes, que Lhe são fiéis.  

3. Deus gosta de abundância. Quase dá vontade de chamar de desperdício mesmo. 
Mas no mínimo podemos chamar de SOBRA, de FARTURA, de ABUNDÂNCIA.
Se o Coral celestial parecia um exagero, uma desproporção para uma plateia tão pequena e insignificante, é porque Deus queria exatamente assim!

Leiam sobre a Criação, o jardim do Éden, a riqueza de Jó, o templo de Salomão.

Vejam a natureza ao redor. Leiam sobre a Jerusalém celestial!
Não é o caso de explicar porque Deus não nos dá abundância aqui na terra. 
Mas, amigo, se vc. gosta de abundância, se entregue a Cristo e aguarde!

4. A beleza da cena era perfeitamente compatível com a GRANDEZA do que os anjos estavam comemorando: o nascimento de Cristo!
De fato os pastores foram honrados com a belíssima apresentação.

Porém muito mais honrada foi a criancinha na manjedoura, que foi o real motivo para a apresentação. 
Cristo sempre foi e sempre será o grande homenageado do Seu Pai.
E cada. vez que uma alma é salva pelo Espírito Santo, obviamente a própria alma é altamente beneficiada.

Mas, novamente, o grande homenageado é Cristo, que vê honrada sua obra salvadora e recebe de presente um eleito que o Pai lhe deu. 

Encerrando:

De fato o número de pessoas que assistiu em primeira mão a apresentação do coral celestial, foi pequeno.

Mas já pensaram nos milhões de seres humanos que ouviram falar naquela apresentação, ao longo desses 2000 anos?

E entre esses milhões, veja só quem está incluído: você!

Preste bem atenção nas palavras do anjo que apareceu primeiro, falando no Salvador, que é Cristo, o Senhor. Ele é ou pode se tornar o seu Salvador.

Preste bem atenção nas palavras do próprio coral, e também você dê glórias a Deus, se inclua entre os homens a quem Ele quer bem, crendo em Cristo.

E goze da paz de Cristo. Primeiro no seu coração. Depois na própria terra, no reinado dEle aqui e depois no céu, eternamente.


Que Deus nos abençoe. Amém



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