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PREGAÇÕES

ACJ-14 - Quase mudo


Mauro Clark - 02/04/2017
29 minutos





QUASE MUDO


Série AGINDO COMO JESUS: ênfase não nos ensinos e doutrinas, mas na atitude, no comportamento dEle, para imitá-Lo em situações semelhantes.


Na madrugada e durante a manhã da Sua morte, Jesus enfrentou as piores afrontas da vida: agredido de várias formas, profundamente humilhado, alvo de cruéis deboches.

Como reagiu?

Em poucas vezes, falou de modo breve e o mínimo necessário. O restante, calado.


* Com Caifás: Mc 14.60-62. Primeiro não respondeu. Depois responde com uma frase.

* Com pessoas que cuspiram nEle e guardas que O esbofetearam: Mc 14.65: mudo.

* Com Pilatos: resposta de 3 palavras e depois calou-se: Mt 27.11,13-14

* Acusado pelos sacerdotes e anciãos, mudo: Mt 27.12

* Com Herodes Antipas: Lc 23.6-11 - nenhuma palavra

* Com soldados romanos, após Pilatos: Mt 27.27-31: nenhuma palavra

* Na cruz: Mt 27.35-44: perante acusações e blasfêmias: nenhuma palavra


Lição valiosa sobre modo de você reagir a acusações falsas, calúnias, agressões morais na sua presença.


Geralmente a nossa reação é raivosa, exigindo reparação e brandindo pelos direitos.

E se nos perguntarem, estamos cheios de explicação:

“É para limpar a minha honra. É para preservar o meu nome e dos meus filhos. É para manter limpo o meu testemunho de Cristo”.

Bonita resposta e pode ser sincera. Mas, e Ele próprio, Cristo, agiu assim?


Reação explosiva e irada é errada e mostra orgulho ferido, vaidade contrariada.


Olhando para o exemplo de Cristo, como deveremos reagir? Duas atitudes:

1. Falar sobre a nossa pessoa, posições, etc., mas de maneira objetiva, sem repetições, sem afetações, sem gritos.

Geralmente quem agride sabe quem o outro é e não está interessado em explicações.


2) Depois de falar o pouco que deve, aguentar calado. Deixa que gritem, acusem, mintam.


Essa forma de reagir (falar pouco, serenamente, e depois calar) é aplicar o princípio de Cristo dar a outra face.

Aliás, no julgamento, quando um guarda O esbofeteou, Ele agiu assim: Jo 18.22-23

Falou um pouco, deixou claro que não concordou que tivesse dado motivos àquela agressão, depois calou-se. Não tinha mais nada a falar.

Ao perguntar "Por que me feres?" deixou exposta a brutalidade do guarda, mas ao mesmo tempo não o agrediu.

E ao ser gentil com alguém tão bruto, é como se Jesus tivesse dado a outra face, arriscando a qualquer momento a sofrer uma 2o. agressão.


Da próxima vez em que for moralmente agredido, fale pouco, depois cale e sofra as consequências, sem impropérios, ameaças e sem ferver de ódio no coração.

O coração de Cristo era cheio de amor e perdão.


Que Deus nos ajude nessa maneira tão sábia, tão nobre, mas tão difícil, de agir. Amém



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