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Maldito (44 min)

Mauro Clark - 09/11/2008
O profeta Jeremias disse que maldito é o homem que confia no homem e bendito o homem que confia no Senhor. Esta pregação verifica algumas características do primeiro tipo, aquele que "faz da carne mortal o seu braço", e quais as consequências por tal atitude. O pregador lembra aos crentes que, embora já tenham confiado em Cristo, não estão livres de serem tentados a se comportar como alguém que confia no homem.


Jeremias 17.5-8

5 Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!
6  Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.
7  Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR.
8  Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.


 

Pelo próprio contexto, vemos que a passagem descreve dois tipos de pessoas, com suas características e respectivas conseqüências.

Hoje veremos o primeiro tipo: o homem que confia no homem.

Na próxima pregação, estudaremos o homem que confia no Senhor.

 

O assunto aqui não é confiança superficial no trato diário com as pessoas, mas esperança, anseio de ajuda e proteção que alguém pode ter com relação a outra pessoa.

 

Mesmo assim, vale a pena pensar sobre essa confiança superficial que seria, por exemplo, acreditar que fulano tem palavra, cumpre seus compromissos, etc.

Até esse tipo de confiança superficial é precária, pois a pessoa em quem se confia está sujeita a problemas, pode mudar de atitude sobre certas pressões, pode esquecer, interpretar mal o compromisso ou simplesmente morrer!

 

Mas, conforme falei, o trecho trata de uma confiança mais profunda, de uma convicção que parte de princípio de que o homem é uma criatura séria, boa, pura e tem poder para ser alvo de esperança, de alívio, até mesmo espiritual – para uma pessoa, um grupo, um país ou mesmo para o mundo.

 

Muitos pensam que as pessoas estão pouco a pouco se regenerando e o mundo caminha para a paz e harmonia entre os povos.

O próprio Barack Obama, recém eleito presidente dos Estados Unidos, tem esse discurso e a sua eleição é sinal evidente de que milhões concordam com ele.

Com um detalhe: ele próprio acha e os outros acreditam que ele tem papel crucial nessa caminhada.

Se tem ou não, só o futuro dirá. Uma coisa é certa: um dia virá um homem, chamado Anticristo, cuja principal característica será unir o mundo com paz, num governo muito poderoso e mundial.

Quem é esse homem, a Bíblia não revela. Mas que ele pode estar vivo hoje, pode.

 

Mas esta pregação não é para falar do Anticristo e muito menos de Barack Obama.

O foco é a existência, desde o tempo da Queda, de um tipo de confiança que leva muitos, em todas as épocas e lugares, a apoiarem de maneira irrestrita líderes, políticos, religiosos. E com o apoio vem o poder.

É comum que reis, ditadores, estadistas  - bons ou maus – sejam venerados pelos seguidores, pessoas que se enquadram exatamente na categoria que o profeta está condenando aqui: “homem que confia no homem”.

Vejamos 3 características de alguém assim:

 

1) faz da carne mortal o seu braço

braço: apoio, livramento, garantia de boas condições.

carne mortal: já tocamos no ponto.

Em princípio, depositar esperanças em quem pode estar morto a qualquer momento é contra-senso, pois corre o risco de ser decepcionado.

E mesmo que o outro viva e faça o que era esperado, em última análise, tudo é por permissão e absoluto controle de Deus, não da pessoa em quem se confiou – Rm 13.1

 

2) aparta o seu coração do Senhor

O homem que confia no homem está longe de Deus.

Talvez alguns achem essa verdade muito radical.

Pensam que é razoável alguém crer num Deus Criador, ter suas crenças em coisas sobrenaturais e ao mesmo tempo seguir homens – vivos ou mortos - em suas filosofias e respostas para as coisas da vida, diferentes das que Deus revela.

 

Veja o que Deus diz sobre o homem:

* Jr 17.9-10 – coração do homem é enganoso e corrupto. Apenas Deus conhece.

* Sl 14.2-4: não há quem faça o bem, todos se corromperam

* Is 59.4-8: - não há justiça na mão do homem

                  - os homens são mentirosos, suas obras são de iniqüidade

                  - derramam sangue inocente

                  - não conhecem o caminho da paz (bom para ler em passeatas de paz!)

 

Depois de tantas coisas feias ditas por Deus sobre o homem, quem confia no homem obviamente não acredita em Deus.

É impossível alguém ter esperança em homens e agradar a Deus ao mesmo tempo.

 

A terceira característica do homem que confia no homem deixarei para o final.

 

Vejamos algumas conseqüências por confiar em homens e não em Deus:

 

I) Será como o arbusto solitário no deserto

Jeremias usa a figura de uma pequena árvore e faz várias analogias:

Vejo aqui aplicações para esta vida e para a vida eterna:

 

... solitário

Não se trata de ficar sem pessoas ao lado. Mas de se sentir só, sem ninguém para aquecer o seu coração.

Solitário porque o homem em quem confia não poderá ajudá-lo, é mortal e vai deixá-lo só.

 

Pensando em termos eternos, a solidão de quem confia em homens irá aprofundar-se infinitamente.

O relacionamento com Deus é a única coisa que preenche de fato os anseios da alma.

Mas o homem sem Deus vai para o inferno, lugar onde evaporou-se toda esperança de ser companhia divina.

Haverá bilhões de pessoas lá, mas será um lugar de trevas e a principal sensação de que se tem no escuro é a solidão.

O anseio de ter Deus será tão grande que o perdido se sentirá muito mais só do que aqui na terra.

Essa solidão talvez venha a ser o PIOR tipo de sofrimento que haverá no inferno.

 

... no deserto

O próprio profeta explica: um lugar seco, de terra salgada e inabitável.

Estar só em ambiente agradável já é ruim, mas num lugar seco e salgado, é torturante.

Por que você acha que o mundo está cheio de neuróticos, de desequilibrados, de drogados, de farristas? Boa parte é exatamente porque não suporta a própria existência.

Aliás, “crise existencial” é uma expressão muito em moda.

É a dificuldade de conviver consigo próprio, desesperado de tudo.

Em certo sentido, quem faz da carne mortal o seu braço, já vive num lugar seco, salgado e inabitável.

 

Quanto à aplicação futura, evidentemente se refere ao inferno, do qual já falamos.

 

II) Não verá quando vier o bem

Antes de tudo, o profeta assume que de fato há tempos difíceis, não apenas para cada pessoa, individualmente, como para um grupo de pessoas, às vezes para um país inteiro.

 

A diferença é que quem confia em Deus vê a mão dEle trazendo alívio em plena tribulação. (Esse ponto será ampliado na próxima pregação).

 

Mas o que apartou o coração de Deus não vê as misericórdias de Deus, não entende quando Ele livra.

Fica aguardando de homens o socorro que via de regra não vem conforme esperado. Podem trazer algum livramento, mas superficial, passageiro.

E logo aparece outro problema.

 

O pior é que gente assim é perita em acusar a Deus de tudo o que não presta.

É como o americano que, recentemente, resolveu processar oficialmente a Deus pelos desastres, crises, etc. Ele pode ser excêntrico, mas não é tão maluco quanto dá a entender. Muitos pensam exatamente como ele e dizem abertamente.

 

Aplicação espiritual:

O maior bem que se pode imaginar é o encontro com Cristo, para com Ele ficar eternamente. Quem confia no homem não irá participar dessa maravilha. Que pena!

 

Termino com a terceira característica do homem que confia no homem e que deixei para o fim, mas que está bem no começo do trecho:

 

3) Maldito

Não maldito no sentido em que os homens consideram um estuprador, um terrorista, etc. Mas formalmente declarado maldito pelo próprio Deus.

O mundo pode até honrar pessoas assim. Mas para Deus, é maldito.

Um termo fortíssimo, que serve para mostrar a intensidade do sentimento de Deus para com pessoas que depositam suas esperanças em outras.

Não há maior ofensa a Deus do que dedicar a outra pessoa ou coisa uma confiança que só Ele, Deus, é digno e merece.

No final de tudo, o que vai interessar para o destino de cada um não é o que as pessoas pensam dele, mas o que Deus declara.

E Deus declara que as pessoas devem ouvir ao Seu  Filho, Jesus Cristo (Mt 17.5)

 

Onde você se situa nisso?

 

Que Deus nos abençoe!

 



Ministério Falando de Cristo
"... pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus." (1 Co 1.24b)
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