PREGAÇÃO

A batalha mais esquisita do mundo (Gideão 3/3)

Jz 7.1-22      61 minutos      06/09/2015         

Mauro Clark


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(Por ser longo, deixamos de transcrever o texto bíblico. Sugerimos consultar diretamente na sua Bíblia)
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Vimos que Gideão chamou as tribos do Norte para enfrentar os midianitas.

Milhares atenderam, em mais uma indicação clara de que Deus estava com Gideão.

Mas Gideão achou pouco, não conseguiu se convencer e pediu a famosa prova da lã - alias provas da lã!

Deus graciosamente atendeu, certamente vendo um espírito bom em Gideão, humildade, vontade de agir, mas com fé pequena.

Em vez de recuar, buscou a Deus, pedindo ajuda.

Comentamos que podemos fazer o mesmo, com cuidado de não pedirmos coisas esquisitas como Gideão fez.

Creio que Deus sempre se agradará de ter paciência e fortalecer um filho bem intencionado e disposto a obedecer.

 

Mas, e aÍ, acabou a história? Não!

Tudo isso foi preparatório para o que Gideão viria a fazer: libertar Israel dos midianitas. 

Pois vamos à luta com Gideão!

 

v.1-3

Vemos agora o número exato dos que atenderam a Gideão: 32 mil homens!

Impressionante como Deus confirmou no coração do povo a liderança que dera a Gideão.

 

Princípio saudável: o importante não é só a chamada de um crente, mas o reconhecimento da igreja a que pertence.

A qualquer momento pode levantar alguém aqui e dizer que sente chamada, por exemplo, para abrir uma congregação.

Mas é importante a igreja reconhecer.

Foi isso o que ocorreu com Gideão: Deus chamou e fez com que o povo reconhecesse.

 

Voltando: Deus toma atitude surpreendente: acha o exército grande demais!

Havia o risco de Israel achar que se livrou sozinho dos inimigos.

E não louvaria a Deus, o verdadeiro autor da libertação.

Ou seja, a força de Israel, neste caso, era ruim, seria prejudicial.

Poderia levá-los a continuarem longe de Deus, que era o problema básico deles.

Era preciso deixá-los fracos para que o poder de Deus ficasse bem maisfesto.

 

Quando conquistamos vitórias com facilidade, pensamos que foi por nós mesmos, corremos o perigo de glorificar a nós próprios, deixando Deus em segundo plano.

Isso é INJUSTO, pois foi Ele quem nos der a vitória.

 

Uma das piores coisas que pode acontecer com um crente é se sentir independente de Deus, confiando em sua própria força.

Isso é característica do perverso, ímpio: Sl 10.4-6

Para que isso não ocorra, Deus, demonstrando grande amor, nos deixa fracos, para que a força dEle se manifeste.

 

Paulo passou por essa exata experiência em 2Co 12.7-10.

 

* A doença no dia da prova, mostrou que você passou por causa misericórdia  de Deus.

* A grave dificuldade financeira, durante a qual não faltou nada, veio de Deus, para mostrar que o sustento não vem da poupança, mas diretamente dEle, às vezes dia a dia.

* O nervosismo e timidez que não passaram quando você foi falar de Cristo numa roda, veio de Deus, para mostrar que Ele é que abre a sua boca.

 

Nunca esqueça: muitas vezes Deus lhe quer fraco de propósito, para lhe dar a vitória pelo poder dEle, e assim ser glorificado por você. E assim você cresce no conhecimento dEle.

 

Voltando:

Deus manda despedir muitos. Critério curioso: tímidos e medrosos poderiam voltar.

E voltaram uma meia dúzia? Que nada! 22.000, quase 70% do total!

Em vez de olhar pensar nesses com crítica ou desprezo prefiro olhar com muito respeito.

Mesmo timidamente e com medo, estavam prontos para responder à convocação de Gideão.

Passaram por cima das fraquezas pessoais para defenderem suas mulheres e filhos, para defenderem sua pátria. Isso é bonito!

 

Quantas pessoas estão no ministério porque foram chamados por Deus, mas no limite da sua fraqueza ou limitações. Estão lá porque sabem que foram chamados e são úteis.

E deixam de lado temores.

Graças a Deus pelos que estão prontos para servirem a Deus, na maneira como foram chamados. Deus dá a força.

 

Voltando ao tema: Deus, de forma excepcional, os dispensou.

22.000 voltaram para casa e ficaram 10 mil corajosos.

 

v.4-7

Interessante: Deus ainda achou 10 mil muito.

Ele estava realmente disposto a deixar um número ridículo, em termos militares, para deixar claro a Sua interferência.

Não queria admitir que NADA roubasse a Sua glória nessa vitória.

Aliás, Ele NUNCA quer a Sua glória diminuida. É zeloso pela glória dEle: Is 42.8

 

É perigoso elogiar pessoas mais do que a conta, creditando a elas coisas que na realidade vieram de Deus.

Ex.: * Governador x peste contida (Governador pode ter feito a parte humana, mas a proteção mesmo veio de Deus)

* Pastor x igreja: paz e união por causa do pastor. Errado. Mesmo que pastor participe, a paz vem de Deus.

 

Para diminuir o exército, Deus indica novo critério, esse ainda mais esquisito: maneira de beber água.

Quem se ajoelhasse para beber seria separado de quem não se ajoelhasse, pegasse com a mão, levasse até a boca e bebesse como cão, lambendo.

 

Não sabemos se esse critério foi gratuito ou tinha algum motivo por trás.

Alguns sugerem que os que se joelhavam eram imprudentes, abriam a guarda; os outros, ficavam mais atentos, mostraram-se mais aptos.

Seja como for, apenas 300 não se abaixaram.

Deus disse que livraria Israel apenas com esses homens. Os outros poderiam ir embora.

 

v.8-9

Tudo pronto para a batalha. O próprio Deus deu a ordem final de ataque.

Poucas pessoas na vida tiveram tantas demonstrações da parte de Deus quanto à confirmaçao da sua chamada, como Gideão teve.

No próximo versículo veremos Gideão iniciando o ataque com segurança e intrepidez.

Certo? Vejamos.

 

v.10-11a

Incrível! Deus ainda admite a possibilidade de medo no coração de Gideão.

Em vez de se irritar, ainda lhe oferece voluntariamente uma outra prova!

Se Gideão quisesse, poderia descer até o arraial dos inimigos e lá ouviria alguma coisa que o deixaria fortalecido.

 

Reação de Gideão: Ó, Senhor, será que já não bastam todas as provas que me mostraste, desde quando apareceste debaixo da árvore? Obigado pela oferta, Senhor, mas eu dispenso. Estou tranquilo que Tu estás por trás disso e nos darás a vitória.

Foi assim?

 

v. 11b-15

Gideão não dispensou mais essa prova.

Antes de chamá-lo de medroso, sabe quantos soldados inimigos estavam lá embaixo para ele atacar com 300 homens? 135 mil homens! (8.10) (Razão de 1:450)

Deve ter ficado com o coração pequeno e a mente confusa cada vez que Deus diminuia os homens.

 

Gideão foi e ouviu o diálogo entre 2 soldados inimigos e isso finalmente lhe fortaleceu. Claro que tudo foi miraculoso, cuidadosamente preparado por Deus.

Voltou e preparou-se imediatamente para atacar.

 

Comentamos na mensagem passada a bondade e a compreensão de Deus para com a nossa pequena fé.

Importa que estejamos de coração afinados, de boa vontade e prontos para o trabalho.

Nessas condições, parece que Deus não tem limites para exercer paciência conosco.

Quando pensamos que Ele já havia feito tudo com Gideão, ainda faz mais. 

É assim conosco também!

 

v.16-22

Estratégia: numa mão, tochas acesas dentro de cântaros. Na outra, trombeta.

Quando estavam bem perto, ao sinal de Gideão, quebraram os cântaros, e as tochas fizeram grande clarão repentino acima deles (Gideão estava na encosta da montanha e os midianitas no vale).

300 trombetas tocando de repente deixaram os inimigos completamente atordoados!

Duas coisas aconteceram com eles:

1) Na confusão e no pânico, atacaram uns aos outros

2) Fugiram, gritando, atordoados

 

7.23 até o final do cap.8: não ler: resumir:

Gideão convoca várias tribos de Israel para perseguirem os midianiitas e aliados.

Agora não era mais questão de enfrentar, mas apenas perseguir e destruir.

O próprio Gideão e seus 300 soldados saíram em longa perseguição aos dois reis dos midianitas, que ainda estavam com 15 mil homens que restaram.

Gideão derrotou o exército (que estava descuidado - 8.11), capturou os reis e os matou.

E assim, livrou Israel do julgo dos midianitas.

Ou melhor, foi usado por Deus como mero instrumento, para o próprio Deus fazer tudo.

 

Termino com um detalhe do v. 21:

permaneceu cada um no seu lugar ao redor do arrail

Aqui refere-se aos 300 soldados de Gideão.

Eles nem sairam do lugar. Colocaram para fugir 135 mil homens, enquanto estavam PARADOS, SEM DAR UM PASSO. E os inimigos correndo e se matando entre si.

Quem fez isso?

 

v.22:

ao soar das trombetas, o Senhor tornou a espada de um contra o outro, e isto em todo o arraial, que fugiu...

Deus fez tudo sozinho! Os 300 de Gideão apenas quebraram os cântaros e tocaram a sua trombeta! Só!

 

Talvez você diga: ora, ganhar assim é fácil!

Mas é exatamente assim que somos convidados para ganhar as batalhas espirituais.

Ao nos dispormos para a luta, coração humilde e obediente, Deus faz tudo por nós.

Mesmo que estejamos MORRENDO DE MEDO, como Gideão!

Não deixemos de ir à luta pelo medo, ou pela fé fraca, ou pelo tamanho apavorante do inimigo.

Deus nos ajudará. Vamos enfrentar, mesmo que sejamos poucos e que a batalha seja muito estranha .

Termino com uma grande e maravilhosa promessa do nosso Salvador: Mt 28.20b

 

Que Deus nos abençoe. Amém

Mauro Clark, 70 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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