PREGAÇÃO

Dons para serviço na igreja (Série NÚMEROS 7)

Nm 11.16-17, 24-30      47 minutos      10/04/2022         

Mauro Clark


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Falei que o capítulo 11 pode ser dividido em 2 partes, entrelaçadas.

1a.: Reclamação do povo e a resposta de Deus. Já vimos.

2a.: Moisés reclama do peso, com uma oração dura e amarga e a resposta de Deus.

Vimos a reclamação de Moisés e hoje, veremos a resposta e a providência de Deus.

 

v.16-17

Impressionante que Deus não reclama da oração de Moisés, não se mostra ofendido.

Não faz um comentário, parte diretamente para a providência.

Ou seja, se mostra pronto a ATENDER o amargo pedido de Moisés. 

Duas observações:

1. Intimidade de Moisés com Deus.

2. Deus vê o coração: Moisés estava deprimido, arrasado, chegara ao limite.
Deus não prova além do limite: 1Co 10.13

 

Certamente não vamos abusar da misericórdia de Deus e fazer orações duras.

Mas se acontecer por estarmos no limite, é bom saber que podemos contar com a misericórdia dEle.

 

Providência de Deus: repartir a carga de Moisés com setenta homens.

Importante: tudo indica que esses homens teriam trabalho essencialmente espiritual:

* Assistiriam com Moisés na tenda da congregação

* Teriam sobre si o mesmo Espírito que Moisés tinha sobre ele.

 

Não confundir com ajudantes sugeridos por Jetro (explicar Ex 18.13-27)

Ali, a missão principal era ouvir pequenos problemas e resolver, sem levar a Moisés.

Agora, a missão principal era levantar o nível espiritual do povo.

 

Interessante: Deus nada comenta sobre os ajudantes para pequenas causas.

Por que? Talvez porque as missões eram diferentes, como se uma coisa nada tivesse a ver com a outra.

Talvez entre esses setenta, alguns que fossem ajudantes, mas não obrigatoriamente.

 

Na Igreja, existe trabalho de natureza espiritual (pregação, ensino, exortação, aconselhamento) e não espiritual (planejamento, organização, administração).

Alguns servem bem num tipo e não no outro.

É importante discernir isso.

É um erro colocar como professor um irmão só porque surgiu uma oportunidadse e ele é um ótimo administrador. Será o tipo de inversão prejudicial a ele e aos outros.

E vice-versa: alguém afinado com a doutrina e excelente percepção espiritual, pode ser fraco na área administrativa.

 

Mas que tipo de homem Moisés deveria escolher? Duas qualidades:

1. Ancião: não obrigatoriamente velho, mas maduro (embora muitos deviam ser de idade).

2. Superintendente do povo: capacidade de liderança.

 

O fato de que o Espírito Santo estaria sobre eles, não eliminava a necessidade de algumas qualidades pessoais.

Um irmão que se entrega ao ministério deve ter um mínimo de características pessoais compatíveis com a função.

Alegar que tem chamada de Deus não dispensa a necessidade de certas características.

Ex: Spurgeon: gago: não podia ser pregador. Tímido: não pode ser pastor.

 

v. 24-25

Moisés reune 70 anciãos na tenda.

Momento solene: Deus desce na nuvem, fala e reparte com eles o Espírto que estava sobre Moisés.

Obviamente trata-se do Espírito Santo, que foi derramado sobre eles.

Cada um profetizou: maneira de evidenciar externamente a unção do Espírito Santo.

 

... mas, depois, nunca mais: Não se tornaram profetas. Foi apenas uma única vez.

 

Este é um exemplo de que o Espírito Santo pode nunca mais repetir obras que fez antes.  Entendemos que algo assim ocorreu com os dons sobrenaturais na igreja primitiva. Cessou e não voltou mais (pelo menos como rotina nas igrejas)

 

v.26

Interessante: Dois dos 70 não estavam na tenda e profetizaram no arraial, onde estavam.

Exemplo do trabalho individual do Espírito Santo naqueles homens.

 

O Espírito Santo não derrama dons sobre a igreja, como um todo, quando está reunida. Mas individualmente, onde quer que estejamos.

 

v.27-30

Alguém anunciou a Moisés.

Josué, querendo defender a autoridade de Moisés e com zelo pela pureza do grupo, sugeriu que Moisés proibisse.

Moisés diz que gostaria que todos tivessem o Espírito da maneira que ele e os setenta.

Seria muito mais fácil liderá-los, agradariam a Deus.

 

Problema comum em igrejas: pastores com ciúme de membros que se destacam, pregam bem, que têm recebido dons do Espírito Santo para um ministério.

Pela graça de Deus, até agora não tenho sido atingido por esse mal.

Ao contrário, digo como Moisés: Quisera que todos tivessem mais dons, mais capacidade e vontade de trabalhar.

Seja como for, orem por mim. Sou fraco, sujeito a cair nessa armadilha.

 

Que Deus levante muitos para nos ajudarem na grande tarefa de conduzir esta igreja. Todos serão muito bem vindos.

Que Deus nos abençoe. Amém 

Mauro Clark, 72 anos, pastor, pregador e conferencista, foi consagrado ao ministério em 1987. Iniciou em 2008 a Igreja Batista Luz do Mundo, que adota a posição Batista Regular. Mauro Clark é também escritor. Produziu artigos em jornal por dez anos e tem escrito vários livros de orientação e edificação cristã. Em 2004 instituiu o Ministério Falando de Cristo.
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